Destaque 1, Notícias › 28/06/2015

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Pedro e Paulo, iguais no amor a Jesus

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Moacir Beggo

Gaspar (SC) – O povo gasparense, que sabe festejar, fechou a 165ª edição da Festa de São Pedro Apóstolo à altura da solenidade do dia. Depois de uma preparação litúrgica cuidadosa, tendo Frei Evaristo Spengler como pregador do Tríduo, o pároco Frei Germano Guesser presidiu a principal celebração deste domingo (28/6) em honra ao Padroeiro. Nesta Missa solene também foram apresentados todos os festeiros que ajudaram neste ano.

Frei Germano lembrou que este domingo era o Dia do Papa, do nosso querido Papa Francisco. E no final de sua homilia pediu um minuto de oração por ele, atendendo aos seus pedidos insistentes. “Gostaria, por último, de lembrar o Papa Francisco, que tem essa missão de continuar a obra de Pedro. Desde o dia que ele apareceu pela primeira vez no balcão da Basílica São Pedro, quando foi anunciado ao mundo, ele surpreendeu a todos nós pedindo para rezar por ele. Depois daquela vez, ele sempre volta a pedir que rezem por ele. Vamos fazer, agora, um minuto de silêncio e rezar por ele para que continue tendo forças e amor para conduzir essa barca chamada Igreja”, pediu o pároco e Definidor da Província da Imaculada Conceição. O povo atendeu ao pedido e não se ouviu um barulho sequer na igreja.

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A celebração em honra ao Padroeiro  começou cedo na cidade de Gaspar. Às 7 horas teve início a procissão fluvial pelo rio Itajaí-Açu, quando a imagem de São Pedro deixou a Deschamps Extração de Areia, no Poço Grande, e foi transportada em uma jangada de pau a pique, mais conhecida como “jabiraca”, até os fundos do Posto do Julinho, no Centro, quando foi carregada pelos bombeiros até o presbitério da igreja. Além da jangada, outras embarcações como canoas,  barcos, caiaques e uma lancha fizeram parte da procissão, que é organizada por Gilberto Schmitt, diretor do Jornal “Cruzeiro do Vale”.

A liturgia esteve impecável e o tradicional Coral Santa Cecília deu o tom solene da celebração.

Na sua homilia, Frei Germano destacou os apóstolos Pedro e Paulo, celebrados neste dia. “Vindos de realidades diferentes, estes dois homens –  um simples pescador (Pedro) e um Judeu culto de origem romana (Paulo) -, deixaram-se envolver por Jesus e se entregaram  por inteiro no serviço ao Reino de Deus”, disse.

“Pedro, que antes se chamava Simão, era filho de Jonas e irmão de André. Tinha uma personalidade forte, mas também suas fraquezas, a ponto de ter negado Jesus três vezes e ser chamado por Ele de “Satanás”. Mas sua verdadeira vocação será a de ser pedra para edificar e construir. E essa sólida construção, esse edifício, começa a ser feito quando se arrepende de sua traição, aceitando o perdão e, ao lado do ‘outro discípulo’ (João), será o primeiro a entrar no túmulo vazio, começando uma vida de fé e confiança como deve ser a verdadeira vocação da ‘rocha’ escolhida por Cristo”, explicou, completando a definição de Pedro com uma citação do Papa Francisco: “Pedro experimentou que a fidelidade de Deus é maior do que as nossas infidelidades, e mais forte do que as nossas negações”.

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Depois o pároco lembrou que Paulo, que antes se chamava Saulo, nasceu em Tarso e foi um perseguidor implacável dos cristãos até se converter. Então, tornou-se Paulo  e um apóstolo: “Eu sou o menor dos apóstolos, e não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. (1Cor 15,9-10a)”. “Mas a sua caminhada não foi pequena, meus caros irmãos e irmãs. Paulo se tornou o mais ativo dos apóstolos na expansão do cristianismo”, lembrou, dizendo que os Atos dos Apóstolos dão uma noção do gigantismo que foi a vida missionária de Paulo.

“Estamos diante de dois homens que são um grande exemplo de vida para nós. Convocando Pedro para a liderança da sua Igreja, depois mais à frente Paulo, Jesus demonstra a sua compreensão para com a fragilidade humana. Todas as diferenças não pesaram na balança de Deus. A graça os tocou e fez com que os dois se tornassem colunas bases das primeiras comunidades dos cristãos”, acrescentou Frei Germano, observando que Pedro fica em Roma, a serviço da Igreja, liderando a organização institucional, e Paulo sai pelo mundo como peregrino da fé.

meioNa defesa da fé, Pedro é pregado na cruz, de cabeça para baixo, e Paulo é decapitado. “Olhar para Pedro e Paulo, no final de suas vidas, nos ajuda a compreender o quanto eles se entregaram no difícil seguimento de Jesus. O Espírito Santo os transformou, e não obstante as diferenças entre eles, os fez iguais no amor a Jesus”, enfatizou.

Frei Germano, no final, agradeceu a Frei Evaristo pela pregação do Tríduo, que este ano teve como tema “Ai de mim se eu não evangelizar”, que é também o tema da campanha missionário da Diocese de Blumenau. “Esse tema atende à convocação do Papa Francisco pela renovação do espírito missionário da Igreja. Só uma Igreja ‘em saída’ supera o comodismo e a burocracia, para ser uma Igreja da ternura e da misericórdia. Uma Igreja que anuncia o Evangelho com alegria, onde o cristão não tem ‘cara de funeral’, ou cara de ‘Quaresma sem Páscoa’”, completou, citando as expressões do Papa Francisco.

A Missa terminou com a foto oficial dos festeiros em frente a bela Matriz de Gaspar. Em procissão, a imagem de São Pedro foi levada para o Complexo de Festas Cristo Rei, tendo à frente a Sinfônica de São Pedro, seguida dos festeiros e dos frades. Durante toda a tarde, o grande destaque dos festejos populares foi o leilão de gado, que comercializou 26 cabeças de gado.

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IMAGENS DA FESTA DO PADROEIRO, COMEÇANDO PELA PROCISSÃO NO RIO ITAJAÍ