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O padroeiro

São Pedro Apóstolo

Imagem de São Pedro que fica na Capelinha do fundo da igreja

Discípulo de Jesus nascido em Betsaida, Galiléia, conhecido como o Príncipe dos Apóstolos e o fundador da Igreja Cristã em Roma e considerado pela Igreja Católica como seu primeiro Papa. As principais fontes de informação sobre sua vida são os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), onde aparece com destaque em todas as narrativas evangélicas, os Atos dos Apóstolos, as epístolas de Paulo e as duas epístolas do próprio apóstolo. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome original era Simão e na época de seu encontro com Cristo morava em Cafarnaum, com a família da mulher (Lc 4,38-39).

Pescador, tal como os apóstolos Tiago e João, trabalhava com o irmão e o pai e foi apresentado a Jesus por seu irmão, em Betânia, onde tinha ido conhecer o Cristo, por indicação de João Batista. No primeiro encontro Jesus o chamou de Cefas, que significava pedra, em aramaico, determinando, assim, ser ele o apóstolo escolhido para liderar os primeiros propagadores da fé cristã pelo mundo. Jesus, além de muda-lhe o nome, o escolheu como chefe da cristandade aqui na terra: “E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus” (Mt. 16: 18-19).

Convertido, despontou como líder dos doze apóstolos, foi o primeiro a perceber em Jesus o filho de Deus. Junto com seu irmão e os irmãos Tiago e João Evangelista, fez parte do círculo íntimo de Jesus entre os doze, participando dos mais importante milagres do Mestre sobre a terra. Teve, também, seus momentos controvertidos, como quando usou a espada para defender Jesus e na passagem da tripla negação, e de consagração, pois foi a ele que Cristo apareceu pela primeira vez depois de ressuscitar.

Após a Ascensão, presidiu a assembléia dos apóstolos que escolheu Matias para substituir Judas Iscariotes, fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes e peregrinou por várias cidades. Fundou as linhas apostólicas de Antióquia e Síria, as mais antigas sucessões do Cristianismo, precedendo as de Roma em vários anos, que sobrevivem em várias ortodoxias Sírias.

Encontrou-se com São Paulo, ou Paulo de Tarso, em Jerusalém, e apoiou a iniciativa deste, de incluir os não judeus na fé cristã, sem obrigá-los a participarem dos rituais de iniciação judaica. Após esse encontro, foi preso por ordem do rei Agripa I, encaminhado à Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu à comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana e, por isso, segundo a tradição, foi executado por ordem do imperador, no mesmo ano de Paulo e pelo mesmo motivo, mas em ocasiões diferentes.

Conta-se, também, que pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por se julgar indigno de morrer na mesma posição de Cristo. Seu túmulo se encontra sob a catedral de S. Pedro, no Vaticano, e é autenticado por muitos historiadores. É festejado no dia 29 de junho.

AS IMAGENS DO PADROEIRO

Segundo o livro de Frei Elzeário Schmitt levanta uma dúvida: ele transcreve do livro de crônicas que em 1890 a igreja matriz recebeu a bela estátua de São Pedro, mas logo a seguir há um texto dizendo que em dezembro de 1887, portanto, alguns anos antes, a igreja recebeu a estátua de São Pedro que custou 157$000.

De qualquer forma, duas estátuas grandes existem na igreja até hoje: uma no altar-mor, junto com a de São Paulo, e a outra na capelinha no fundo da igreja. Ambas são do mesmo tamanho e antigas. Como não se encontra nas fontes existentes depois dessa época nenhuma indicação de uma nova estátua para a igreja, pode-se afirmar que as duas são do fim do século 19.

A imagem no centro da fachada da igreja tem 3 metros de altura, pesando 1.200 quilos.

A FESTA DO PADROEIRO

Procissão durante a festa do Padroeiro de Gaspar

A grande festa da Paróquia é a do padroeiro, no dia 29 de junho. “A Festa de São Pedro Apóstolo surgiu há 161 anos, antes de a Paróquia ser reconhecida. São 161 anos ininterruptos de festa, por isso ela é uma referência regional”, destaca o pároco Frei Germano Guesser.

Na parte religiosa da Festa de São Pedro foi criada há três anos a procissão fluvial. “Cada vez mais tem atraído as pessoas. São Pedro era pescador e tirava o seu sustento do mar. Jesus o encontrou num barco e o fez o príncipe da Igreja. Então, é um resgaste muito feliz”, explica o pároco, dizendo que a ideia da procissão foi de Frei Florival Mariano de Toledo, hoje residindo na Fraternidade do Santuário do Divino Espírito Santo, em Vila Velha (ES).

A procissão, contudo, nunca deixou de existir, embora não fosse fluvial, como conta o livro das crônicas dos frades. “Após a missa, vinha a procissão, acompanhada de toda a gente. Para brasileiros, uma festa sem procissão mal pode ser imaginada. Para eles, a procissão significa o ponto alto da festa”.

A festa do Padroeiro é a grande responsável pelas entradas de dinheiro na Paróquia. Para o coordenador do CPC,  Clarindo Fantoni, o dízimo ainda não ganhou força como em muitas paróquias, onde através dele os fiéis têm obrigação de socorrer às necessidades da Igreja.

Dia da Festa: 29 de junho