Destaque 1, Notícias › 08/05/2015

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Especial Dia das Mães

 rosaS

Sobre o materno modo de amar

Se perguntasse pela capacidade de amar do ser humano encontraria muitas respostas, porém existe um único e incontestável modelo: amor de Mãe! Persistência, fé, entrega, disciplina, jeito prestativo, cuidado caseiro, lágrimas silenciosas, horizonte largo de inúmeras preocupações, de ver só qualidade no filho mesmo quando o filho, muitas vezes, é só estrada e distância.

Podemos até entrar nesta fome de comprar, visitar vitrines, escolher presentes para o Dia das Mães, mas nada é maior do que o presente que recebemos: ter uma mãe, ou como no meu caso, uma mãe já estabelecida na eternidade. Que presente é este? Ter sentimentos para sempre, saudades para sempre, certeza de pertencer a esta substância humana e divina que somos, porque uma raiz espiritual foi plantada em nós pela prece frequente de mãe. Sentir-se ovelha pequenina conduzida por divina pastora que jamais deixa de estar perto do rebanho.

Penso em mãe e penso naquele Amor de rotina e trabalho prazeroso, tolerância, carinho, habilidade em administrar conflitos, responsabilidade, atividade criativa em ajeitar gavetas, guardar roupas espalhadas, espanar poeira, ter tempo para a cozinha, trabalhar dentro e fora e ainda pintar as unhas maltratadas por detergentes e dizer baixinho: ainda sou a estética feminina unindo beleza a tanta coisa para arrumar.

Será que a espécie humana estaria ainda viva sem ela? Último ponto de encontro do clã, da família, daquele costume de ir à casa dela num domingo de tarde, para, num café com bolo, viver a única sociedade possível: aquela que se encontra ao redor de uma mesa para jogar conversa fora. Casa de mãe é uma praça de união simbiótica: viver separadamente juntos, mas correr na hora que há necessidade de alimento, alento e proteção. Alguém de nós esqueceu o cheiro da casa da mãe? Perfume da terra de nossa infância, de nossos brincantes quintais, de crise de choro e aquelas palmadas pedagogicamente corretas que mandaram andar direito. Na mãe nascemos plenamente cada dia.

A mãe nos ensinou que amor é ação, doação desinteressada, fez deste modo de dar-se não um sacrifício, mas uma virtude, uma expressão de potência, porque em cada detalhe do amoroso cuidado, entrega a sua inteireza. Neste modo encontramos a afirmação incondicional da vida. Do ventre materno saímos e na medida do mesmo amor nos encontramos neste segundo domingo de maio.  À minha mãe que já está no céu, peço a bênção! A todas as mães que necessariamente devem ser celebradas, o meu abraço e beijo! Feliz Dia das Mães!

 Frei Vitório Mazzuco, OFM

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Deus olha seus filhos e filhas com olhos de mãe

“Deus olha seus filhos e filhas com olhos de mãe.” Para falar de Deus em sua infinitude, o único recurso que temos é lançar mão de percepções e experiências que estão ao alcance de nossa humana limitação. Desta forma, o olhar de mãe para descrever o olhar de Deus quer fazer menção ao que de mais nobre o sentimento humano pode produzir: o olhar e o cuidado da mãe para como o filho. E quais seriam os atributos deste olhar que o fazem ser tão parecido ao olhar de Deus?

1) Um olhar teimosamente otimista. É próprio da mãe apostar todas as fichas em seu filho. “A quem ama, o feio, bonito lhe parece”, diz o ditado que tem nos olhos da mãe a sua mais evidente confirmação. Mesmo diante de erros, tropeços e fracassos, lá está ela, fiel, obstinada, teimando em acreditar, em dar nova chance, em reavivar no coração os motivos que tem para amar aquele em cujas veias e artérias corre o sangue do seu sangue. Ainda que chore e sofra, nunca o faz diante do filho ou da filha e, ao modo do palhaço que maquia um sorriso sobre o rosto condoído por uma grave perda, faz das tripas coração para ser uma voz de esperança e de otimismo. Basta lembrar-se das mães que se consomem nas filas intermináveis de presídios e penitenciárias para visitar aqueles que saíram de seus ventres, acreditando teimosamente nas sementes de bondade e amor que foram plantadas no coração de seus “pequenos”. E assim é a misericórdia divina.

2) Um olhar sempre disposto a perdoar. É próprio do ser humano decepcionar e ser decepcionado. Não existe história que não seja marcada por este dado, fruto da limitação e da complexidade nas quais fomos tecidos. No entanto, no coração da mãe sempre está aberta a porta do perdão, pela qual o filho tem livre acesso, reconhecendo ou não o erro, pedindo ou não desculpas. Ao modo do Pai do Filho Pródigo, em seu coração a mãe está sempre disposta, de braços abertos para cobrir de abraços aqueles que são a extensão de suas próprias entranhas. E este é o modo de Deus perdoar. Este é sempre o seu modo de agir. Basta aos filhos tomarem consciência desta disposição amorosa e perseverante.

3) Um olhar repleto de empatia. A mãe vibra em cada vitória do filho. Enche-se do bom orgulho para partilhar as conquistas daquele a quem ama. Seja grande ou pequeno, cada progresso é celebrado, partilhado. No coração da mãe, talvez traga mais contentamento do que uma conquista que tivesse sido dela. Também na dor, o coração da mãe se condói ao ver o sofrimento de seu filho ou de sua filha, sentido na própria carne a intensidade da dor que abate o coração de seu rebento. E desta forma é o Deus de Jesus Cristo, alegrando-se com as alegrias e sofrendo com as dores de seu povo.

Neste dia das Mães, mais uma vez desejo agradecer a Deus que, em sua Sabedoria, confiou-nos seres tão capazes de trazer para a nossa vida uma porção generosa do Amor infinito com o qual Ele nos ama. Obrigado, Senhor, pela minha mãe. Agradeço-vos, ó Deus, por todas as mães!

 Frei Gustavo Wayand Medella, OFM

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Oração pelas Mães

Muito obrigado, Senhor, por nossas mães, de quem recebemos o sopro da tua vida. Elas foram a primeira pulsação de vida que experimentamos, da vida da qual és a fonte, o sustento e o destino.

Hoje, no Dia das Mães, nós te suplicamos por elas. Abençoa-as e cobre-as com teu manto protetor, assim como elas nos abençoam e protegem com tanto amor e sempre cheias de cuidados.

Consola-as em seus sofrimentos e fortalece-as em suas lutas. Dá-lhes sempre disposição de espírito para nos indicar o caminho do bem e uma palavra lúcida para nos cobrar responsabilidades diante da vida.

Afasta delas todo tipo de tristeza. Que nenhum filho pense e muito menos ouse abandoná-las. Mas que todas se sintam amadas e abraçadas pelos filhos que tanto amam e aos quais só querem bem.

Reconhecemos nelas tua presença de amor e te prometemos, neste dia tão bonito, amá-las e protegê-las sempre, para que elas acreditem no teu amor e na força da tua bênção.

Obrigado, muito obrigado pela querida mãe que temos na terra. Obrigado, muito obrigado, também, por Maria, a mãe querida que temos no céu. Que nossas mães aceitem as lágrimas de nossos olhos e os aplausos de nossos corações!

Frei Neylor J. Tonin

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Dia das Mães

Misericordioso e bondoso Deus. Hoje festejamos o Dia das Mães. Pensamos em nossas mães, as quais devemos a nossa vida. A mãe presenteou-nos, no início da nossa vida, com a confiança original de que é bom viver. Ela nos deu as boas-vindas nesta vida, cercou-nos com seu amor e deu-nos proteção. Neste dia, gostaria de agradecer à minha mãe por tudo que vivi através dela, de alegria de vida, de confiança na vida, de sinceridade e de proteção. Eu sinto como as raízes que tenho da minha mãe me sustentam e me alimentam em meu caminho. Eu participo de sua fé, de sua capacidade de me aproximar-se de outras pessoas e de comunicar-se com eles. Eu te peço por todas as mães, que possam ser gratas, hoje, pelos filhos que deram à luz. Peço, também, pelas mães que se culpam, porque seus filhos tornaram-se diferentes do que elas desejaram. Liberta-as de toda autocensura e dá-lhes a confiança de que os seus filhos não estão sós, mas que, por todos os desvios e descaminhos, o teu anjo os acompanha e os conduz ao caminho que os leva a vida. Abençoa todas as mães, para que o seu amor continue irradiando bênção sobre seus filhos.

Anselm Grün