A Campanha da Fraternidade: números e testemunhos

A Campanha da Fraternidade 2012, promovida pela Igreja Católica do Brasil, com o tema Fraternidade e Saúde Pública e o lema Que a Saúde se difunda sobre a Terra, não só é devida e oportuna, mas está baseada em dados que comprovam a imensa rede de serviços prestados no campo da saúde por instituições católicas no país. Trata-se, então, de oferecer ao leitor informações baseadas na Pesquisa Assistência Médica Sanitária, IBGE, 2009.

Um dos princípios organizativos do SUS é o da “complementariedade com a iniciativa privada”. Aqui entram as Santas Casas de Misericórdia, hospitais filantrópicos de inúmeras congregações religiosas e dioceses. Sem eles, o SUS não conseguiria viabilizar suas ações. A capacidade instalada destas instituições é de cerca de 175 mil leitos (34,7% dos existentes no Brasil). Em 2009, foram mais de 7 milhões de internações (4,5 milhões para o SUS).

No Brasil, a Igreja, por meio das pastorais sociais, da Pastoral da Criança e da Pastoral da Saúde, promove o desenvolvimento integral das crianças pobres, da concepção aos seis anos, com ações preventivas de saúde, nutrição e educação. O índice de mortalidade infantil, em 2010, foi de 9,5 mortes para cada mil nascidos vivos, quase metade da média nacional.

Se não bastam os números, que falem os testemunhos: a obra das Missionárias da Caridade, congregação católica fundada pela Beata Teresa de Calcutá, reúne 4,5 mil religiosas em 133 países, inclusive no Brasil. O Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce, criado em 1949, desponta como uma das maiores unidades de saúde do Norte e Nordeste.

Essas ações envolvem profissionais da saúde e milhares de voluntários – só a Pastoral da Saúde conta com 80 mil no Brasil –, cristãos convictos de sua fé e de sua missão evangelizadora, promovendo vida em abundância e dignidade no cuidado aos que sofrem. É motivo de louvor e gratidão por tanto bem realizado. Se a alguns parece pouco, é porque faltam servidores compassivos e misericordiosos, a exemplo de Jesus Cristo.

DOM JOSÉ NEGRI|Bispo Diocesano de Blumenau